20100417
"As Melhores Coisas Do Mundo"
Sou a 1a pessoa a trocar qualquer forma de cultura nacional por uma estrangeira, mas quando eu me deparo com algo brasileiro, de qualidade, que me chama a atenção, sou o 1º a não economizar elogios e recomendações - visto meus posts anteriores e minha excessiva divulgação do musical "O Despertar da Primavera", em cartaz aqui em SP até o dia 02/maio! Se você ainda não foi, corre que ainda dá tempo!
Confesso que, como sempre, na 1a vez em que eu ouvi falar desse filme (no CQC, por sinal) nem fiquei com muita vontade de assistir; mas depois de assistir ao trailer algumas vezes minha opinião mudou! É bem aquele filme em que, de algum jeito, como alguma personagem ou com todos em geral, você acaba se identificando, ou apenas pelo fato de eles estarem na mesma faixa etária que você - muito possivelmente foi isso o que me viciou no musical, e nos filmes e seriados como "Skins".
O filme trata dos assuntos clichès da adolescência: sexo, drogas, bebidas, homossexualismo, suicídio, prostituição, mas de um jeito não tão clichè, sem falar que foi gravado em São Paulo, minha cidade natal e a qual eu vivo, o que ajuda a dar um ar de realidade, rompendo as barreiras da tela do cinema. Lembro que de início, quando eu começei a assistir Skins, eu sentia uma certa distância entre o que aqueles adolescentes estavam vivendo e a minha realidade; e de fato, superficialmente, as semelhanças eram poucas - sem contar que a série era gravada em Brighton, na Inglaterra. Mas quando você para pra analisar o seu redor, seus amigos, sua escola, a sociedade, nem tudo parece tão diferente. "As Melhores Coisas Do Mundo" , por ser gravado na minha cidade, trouxe tudo mais próximo; desde o estofado azul e amarelo dos ônibus paulistanos até o trânsito das luzes brancas e vermelhas dos carros, no horário do rush.
Assisti o filme hoje, depois do simulado do RPA, sozinho! Tinha marcado de ir com o Yoiti e o Marcus mas acabou não dando certo, mas tudo bem; na verdade eu que quis ir sozinho, eles falaram para a gente marcar outro dia mas eu queria ver hoje - quando eles forem assistir eu vou de novo. Cheguei no shopping depois do meio-dia, subi direto pro cinema e comprei meu ingresso - o primeiro da sala. Fiquei meio apreensivo de ser o único na sessão, mas depois na hora chegou, no máximo, umas 20 pessoas. Às vezes eu gosto de fazer esses passeios autistas, sozinhos, meio turista por São Paulo; me dá uma falsa liberdade e autonomia, além de eu me sentir vivendo em outro país. Enfim, recomendo o filme! Boa alternativa para o "Domingão"; não vou assistir de novo amanhã, mas já programei a minha.
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1 comentários:
Ai Ivo...
Antes de falar sobre esse filme - pelo qual eu tb me apaixonei - tenho que dizer: pensava que só eu achava legal passear por aí sozinha. E isso não é nada autista ;) Autista é ficar em casa, mofando, com medo do mundo real.
Vc não sente como se fosse um mero espectador da vida acontecendo ao seu redor? Principalmente na Paulista. Ninguém está preocupado com o que vc está fazendo, vestindo, ouvindo, se vc está bem ou o que vc comeu no almoço. É como assistir à uma peça, onde os atores tem que fingir que não estão sendo observados pela plateia. Eu adoro isso. Pegar o ônibus à noite e passar por avenidas movimentadas só olhando pra fora da janela.
Ok, talvez seja um pouco autista, mas só um pouco.
Anyway, o filme!
É incrível como tudo que acontece ali é preciso e verdadeiro (e já aconteceu comigo, menos a parte do pai gay O.O I hope).
Como o colégio é um lugar cruel, não? Por que a gente tinha tantas preocupações de gente grande, como sexo, drogas e aparências? E o amor?! Meu deus, se eu tivesse ocupado minha mente com outras coisas na época do colégio, tinha sofrido muito menos.
Ainda bem que ainda tenho a vida inteira pela frente pra levar as coisa mais de boa ;)
XOXO
Ps: E o que é o tal do Fiuk?! Whoa XD
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