Sempre que eu vejo/escuto na tv sobre esses sorteios milionários da Loteria, fico pensando no que eu faria com toda a quantia, caso eu ganhasse. As chances são tão pequenas, que muitas vezes mesmo com o prêmio tão tentador, eu não tenho vontade de gastar uns míseros reais comprando algumas cartelas, e chutar uns números aleatórios. Particularmente, eu acredito que seja mais válido guardar esse dinheiro, gasto mensalmente/semanalmente, e depois de um tempo, ter a certeza de que esse dinheiro vai estar lá (e rendendo), independente de sorte e do risco. Enfim, não jogo na Loteria e nem guardo dinheiro todo o mês (por questões óbvias, uma vez que eu ainda não trabalho), mas aproveitando essa quantia do próximo sorteio de Ano Novo, por que não sonhar e escrever o que eu faria com tudo isso? Afinal. é pra isso que serve a Internet.
Meu primeiro passo, mais como uma comemoração, seria um show de uma das bandas mais importantes, recentemente, na minha vida - Boys Like Girls. Mas não seria um simples show, afinal eu estaria 100vezes milionário. Ir em um show no exterior seria perfeito, mas ter o show na minha cidade natal seria melhor ainda. Eu reservaria +- uns R$500.000,00 para essa parte. Eu alugaria alguma casa de show não muito grande, e faria um evento particular, com mais algumas banda que eu jamais veria em solo brasileiro devido a falta de fãs, mais algumas poucas bandas brasileiras que eu gosto. Seria uma festa para no máximo 100 pessoas, e dependendo do lugar eu botaria uns convites a venda, mas com um preço bem elevado para não liberar o acesso tão facilmente. Mandaria um avião raptar por alguns dias a Talitha e a Lahana - para fazerem a cobertura completa pro nosso melhor e único site, e lógico, aproveitarem a festa. Convidaria meus companheiros/companheiras de shows, filas, hotéis (sem exceções porque até agora, todo mundo que eu conheci foi muito legal, e a grande maioria eu mantenho contato até hoje, de algum modo) e mais alguns amigos.
Passado essa etapa, eu provavelmente gastaria o restante do 1º milhão resolvendo problemas familiares, e reformando por completo o prédio onde eu moro hoje, que pertence a minha família, construído décadas atrás quando meu bisavô chegou de Portugal. Ele está em ótimas condições, mas seria ótimo ouvir isso de um engenheiro, e realizar umas reformas internamente e externamente. Além disso, faria uma boa limpeza na garagem e no armazém, e se fosse enconomicamente viável, compraria a casa na frente do prédio para derrubá-la e criar uma garagem externa ou uma área de lazer. Só de pensar que eu ainda teria 99% da fortuna em minha conta bancária me faz pensar mais alto ainda.
Minha primeira grande aquisição seria uma casa de verão - não necessariamente uma mansão hollywoodiana, mas grande o bastante para ser considerada uma casa de sonho. Provavelmente eu a compraria em algum lugar da Califórnia, para poder aproveitar esse clima tão invejável dos filmes e seriados - quem nunca quis se jogar da janela por não morar em Los Angeles? Uma casa de praia em LA seria ótimo para me fazer viajar aos Estados Unidos constantemente, e aproveitar os diários shows que acontecem nesse sagrado país. Não sei se eu compraria uma casa a beira mar, temos que pensar no futuro, e com certeza eu não ia querer ter meu patrimônio invadido por água salgada. Compraria em um terreno bem elevado, óbvio com vista para o mar, mas em uma área segura, sem risco, e não muito isolada da civilização. Não faria questão de praia particular nem nada, muito pelo contrário; já tenho tendência em me afastar das pessoas, e o dinheiro contribuiria para isso.

Mas como eu administraria tanto dinheiro? Não desistira dos meus planos de faculdade, mas agora com tal quantia, seria infinitamente de realizar um dos meus maiores sonhos de estudar na Inglaterra. Não sei exatamente se em Cambridge ou Oxford, mas com milhões de reais com certeza eu conseguiria, por mérito, entrar para a melhor faculdade de administração/economia do planeta Terra. Não faria questão de comprar uma mansão, levaria uma vida de estudante normal, morando no próprio campus, mas com todas as facilidades que o dinheiro pode oferecer. Certamente compraria um carro (ok, nessa parte, e considerando que eu estaria na Europa, compraria um carro ao nível do continente) e uma bicicleta (para a locomoção dentro da cidade, com a maioria dos estudantes), nada mais como meio de locomoção. Os meios de transporte ingleses são super eficientes, principalmente os trens. Em menos de uma hora eu vou de Londres a Cambridge, com conforto e sem a lotação do metrô paulistano (estação da Sé, linha vermelha NUNCA MAIS).

Minha aquisição principal seria um apartamento no centro de Londres, e uma casa em uma área mais calma - mas esse imóvel eu o alugaria para aumentar e manter meu dinheiro. Não sei exatamente se eu abriria uma empresa, ou compraria um filial/franquia, mas se optasse pelo último certamente compraria uma da Starbucks - tem uma loja em cada esquina na Inglaterra inteira, se elas existem em massa é porque aquilo rende dinheiro.. e eu simplesmente não imagino os ingleses vivendo sem café e principalmente chá. Se optasse pela primeira opção, provavelmente investiria alguns milhões na construção de uma casa de shows do porte do Royal Albert Hall, bem inglês. Inglaterra é outro país sagrado onde acontecem os melhores shows, constantemente. Também, se não desse muito certo esse negócio eu ainda teria no mínimo metade da minha fortuna, o que renderia mensalmente um bom dinheiro, o que me proporcionaria uma boa vida, além do aluguel da mansão, o que se desse certo, certamente compraria mais imóveis e seguiria o modelo.
Enfim, chegando na parte das doações e caridade. Nesse ponto da minha vida certamente, de algum modo, eu seria uma pessoa no mínimo conhecida, e como todo ator de Hollywood que doa milhões de dólares a obras de caridade, eu também receberia de algum modo, uma parte de volta, não necessariamente na forma de dinheiro. Eu sei que eu seria bem egoísta, mas sinceramente, eu só pensaria em mim e nas pessoas mais próximas por um bom tempo. Nossa vida nesse planeta não é controlada, e a qualquer momento nossa bateria pode simplesmente acabar. Aproveitaria o máximo dessa vida, e lógico, ajudaria sim quem realmente necessita de dinheiro, mas sem concentrar milhões em uma entidade só. Não fiquem desapontados comigo mas eu não adotaria um bebê africano. Nada pessoal, mas eu acho que as pessoas não fazem isso por amor, e sim por status - e se agora, com 18 anos, eu nem tenho planos para ter filhos, adotar um seria algo fora de cogitação.
Acabando a parte das doações, ajudaria financeiramente minha família e amigos. Tentaria levar o máximo junto comigo para a Inglaterra, mas certamente grande parte continuaria grudado no 3º Mundo.





